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Fogo de conselho

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Fogo de Conselho

O Fogo de Conselho é uma reunião em torno de uma fogueira, uma atividade noturna, feita ao ar livre.

A Lamparada é uma atividade noturna, realizada dentro de um ambiente fechado e em volta de um foco de luz (podendo ser: lâmpada, lampião ou carbureto)


No Fogo de Conselho não se cozinha; é um fogo simbólico; é o fogo da paz, é o fogo do amor (Guia do Escoteiro – Velho Lobo)

Simbolismo

  • O fogo que ilumina e aquece, tingindo de vermelho os nossos semblantes alegres e felizes, simboliza a pureza, lembrada e preceituada no décimo artigo da Lei: “O Escoteiro é limpo de Corpo e Alma”.
  • Não é o fogo que devasta e consome, o fogo que deixa, como sinal de sua passagem, o rastro da cinza e da destruição.
  • É o fogo que aquece para a vida e para a restauração, como o fogo da Sarça Bíblica, de cuja labaredas misteriosas saiu a voz de Jeová para ordenar a Moisés a libertação do povo Israelita.
  • No fogo tudo se purifica. No fogo o ferro se liberta da ferrugem, para se tornar ígneo e incandescente.
  • Assim, diante do fogo simbólico que crepita e arde no “Fogo de Conselho”, um mundo de emoções nobres, de sentimentos dignos, de desejos invulgares de aperfeiçoamento do caráter, deve emergir de nossas almas.
  • Como as chamas dessa fogueira se alteiam procurando o espaço, assim devem os nossos corações procurar o alto, sobrelevar-se às altiplanuras místicas onde residem os grandes ideais de Deus e da Pátria.


ref.: “No Fogo do Conselho”, Mons. Bernardino Adrião de Carvalho

Origens

As fogueiras ao ar livre já existiam muito antes do fundador ter imaginado o Escotismo. Seus efeitos mágicos e práticos acompanham o homem desde a sua origem até hoje. Essa origem se perde no tempo, quando o homem dormia ao ar livre. A luz e o calor espantavam as trevas, o frio e os animais selvagens. Era o local para conversar, cantar, contar estórias ou para planejar caçadas, a paz ou a guerra. Também era o local de reunião dos grupos familiares. Baden Powell, ao criar o Fogo de Conselho, se inspirou em rituais semelhantes. Os índios americanos faziam reuniões em torno das fogueiras, para comentar seus feitos do dia, suas aventuras e suas preocupações. Era ali que eram tomadas as grandes decisões. Já na África, aparecia a figura do “contador de histórias”, o homem que sabia de cor toda a história da tribo e era o guardião de todas as tradições. Era ele quem, nas horas importantes, relembrava os exemplos mais adequados.

Finalidades

Estimula a disciplina: A criança deve aprender a escutar, a aplaudir na hora certa, obedecer com alegria as ordens de sentar, levantar, cantar. Além de sua disciplina em esperar o momento da sua apresentação, bem como a disciplina que deve ter antes, durante o ensaio com a sua equipe (matilha ou patrulha).

Diverte e relaxa: Essa é a finalidade mais óbvia. Depois de um dia no campo, depois de realizar uma série de atividades físicas, nada mais gratificante do que se reunir, contar e escutar algumas boas estórias.

Sociabiliza: A criança se vê forçada a participar como uma peça importante do todo. Mesmo que ela não participe como elemento principal ela é necessária, quer como platéia, quer como elemento secundário. Além disso, todo Fogo de Conselho/Lamparada é uma grande dramatização. É nesse ambiente familiar e amigo que a criança sente-se encorajada a representar, e é através da observação dos outros que ela melhora e passa a reforçar a confiança em si mesma.

Relembra a Fraternidade Mundial: Como uma das nossas mais caras tradições. Além disso o dirigente do Fogo de Conselho/Lamparada, deve lembrar que em algum outro lugar outros escoteiros/lobinhos estão reunidos com a mesma finalidade.

Reforça a mística: Estimula a imaginação, que é o tapete mágico que levará a criança aonde nós queiramos. Uma sala pode virar o que quisermos. É através dela que contaremos estórias e que, principalmente, falaremos sobre lealdade, dever, honra e felicidade de maneira sucinta.

Fortalece o espírito de Seção: É uma atividade exclusiva da seção e passa a ser vivida em conjunto. É um dos pontos mais altos do acampamento/acantonamento, e todos contribuem para isso.

Tipos de Fogo de Conselho quanto à realização De Seção: É a atividade realizada individualmente com os elementos de uma Seção do Grupo Escoteiro (Alcatéia, Tropa ou Clã). As apresentações são por Patrulha ou individuais.

De Grupo: É a atividade realizada conjuntamente com todas as seções do Grupo Escoteiro, ou se a atividade for conjunta com outro Grupo Escoteiro, com todos os participantes do evento. As apresentações são por Seção.

De Relações Públicas: É uma atividade programada com o objetivo de dar ao público, ou a determinada parcela da comunidade, uma amostra desse tipo de atividade escoteira. Acontece, por exemplo, em aniversário do Grupo Escoteiro, comemorações de bairro/cidade, etc.

Planejando

No Fogo de Conselho a chave do sucesso também se chama planejamento. É preciso, portanto, tomar as medidas necessárias para que essa atividade cumpra os seus objetivos. Daí então surgem as primeiras perguntas e as primeiras decisões:

Que tipo de fogo será? Que tipo de atividades usaremos? Qual será a duração?
interno ou externo? dramatizações? Quais? 30 minutos?
será com tema ou sem tema? canções?
estórias?
danças?
jogos?
40 minutos?

É importante ainda observar a importância da escolha do tema de um Fogo de Conselho. Ele deverá, basicamente, preencher os seguintes requisitos: ser apropriado para o momento e o tipo de Fogo de Conselho trazer interesse e novidade aos participantes estar de acordo com os Princípios da Promessa Escoteira permitir a distribuição dos papéis entre todos os elementos da Patrulha ou Equipe.

Componentes

Local

A escolha do local deve ser feita com critério seletivo e com bom senso, imaginando as dificuldades dos participantes em visualização, recursos naturais disponíveis, perigos visíveis, etc.

Não deve ser muito afastado do acampamento, mas será ótimo que não tenha sido usado para outras atividades.

O local deve permitir que todos se sentem, e exista espaço para as apresentações e para recuar os participantes caso o fogo fique muito quente. Deve oferecer privacidade ao público a que se destina.

Todos os cuidados com a segurança devem ser tomados, o local para o fogo deve ser limpo e sem grama.

No caso de existir grama, ela deve ser removida em quadrados de 12 cm de espessura, pois de outra forma, ela não viverá. Após o fogo devemos nos assegurar que não existam brasas que possam provocar algum incêndio. No dia seguinte, realizar o rescaldo, a eliminação dos vestígios, a troca do solo, se necessário, bem como o replantio da grama.

Dirigente

Através de representações, jogos, pequenas palestras, canções, danças e estórias, num clima jovial e alegre, movimentado, interessante e informal, cria situações propícias para desenvolver e incentivar na criança: a criatividade e a imaginação, a facilidade de expressão, a alegria, a sociabilidade, a autoconfiança e habilidades artísticas.

  • As principais funções do dirigente do fogo são:
  • Planejar e dividir as tarefas
  • Escolher o animador e o Guardião do Fogo
  • Elaborar a programação
  • Realizar a abertura e o encerramento
  • Elaborar e apresentar o Minuto do Chefe
  • Manter a animação e o interesse dos participantes
  • Conduzir a atividade com entusiasmo
  • Criar um clima de alegria, animação e movimento, mas disciplinado e apropriado para os momentos de reflexão.
  • Levantar as apresentações e recomendar aos líderes quanto a não usar palavras inadequadas, não abordar temas que ofendam as pessoas, raças, religião, etc., recomendando alterações quando julgar necessárias.

O dirigente deverá também indicar uma ou mais pessoas para ser seus ajudantes, que terão incumbências para auxiliar no planejamento e execução da atividade, como por exemplo: avisar com antecedência a próxima equipe a se apresentar; substituir o animador em caso de necessidade; organizar os bravos e gratos, ordenadamente; dar apoio ao programa; suporte técnico: som, microfone, etc.

Programa

Um bom programa tem os seguintes ingredientes: canções calmas e movimentadas, alegres ou inspiradas; jogos calmos ou agitados; concursos; estórias e palestras curtas; representações e oração. Esses elementos, intercalados da maneira adequada e dirigidos com entusiasmo, resultarão no sucesso da atividade.

Os aplausos também são fator de animação para o Fogo de Conselho. Deve-se estimular a criatividade e a rapidez. Muitas vezes os aplausos e agradecimentos relacionam-se com a apresentação que acabou de ser encerrada.

Abertura

Geralmente, a abertura de um Fogo de Conselho tem caráter formal. Pode ser feita por uma ou mais pessoas. Abaixo estão relacionados alguns itens que podem compor a abertura:

  • saudação aos participantes e mensagem de otimismo
  • acendimento do Fogo com tochas ou engenhoca
  • declaração da abertura do Fogo feita pelo dirigente
  • canção animada de abertura

Minuto do Chefe

Antes do encerramento, deve haver alguns minutos nos quais o Chefe fará uma palestra curta sobre um tema inspirador. Esse momento representa uma mensagem final relacionada com valores, objetivando de levar os participantes a uma reflexão. A mensagem não deve ser lida, nem ser moralista, nem ter o objetivo de criticar. Deve ser contada como uma história e ser uma mensagem positiva.

Encerramento

Geralmente o encerramento do Fogo de Conselho também tem um caráter formal. Pode ser formada a Cadeia da Fraternidade e cantada uma canção calma. É muito usada a Canção da Despedida com sua saudação apropriada no final.

Lembrar:

  • que a abertura é 75% do êxito.
  • que o encerramento confirma o êxito
  • que o animador é parte do sucesso
  • nunca iniciar com uma canção desconhecida que é necessário uma equipe para a direção, para dar continuidade


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